Este é um espaço de compartilhamento de idéias e textos do processo de pesquisa em andamento por Fernando Machado e a StacaTToSPciaDança. O projeto é apoiado pela Secretaria Municipal de Cultura da cidade de SP, por meio do programa de Fomento á Dança 6ª Edição.



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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Por que filosofia?



“(...) Afinal, para que Filosofia? É uma pergunta interessante. Não vemos nem ouvimos ninguém perguntar, por exemplo para que a matemática ou física? Para que a geografia ou geologia? Para que historio ou sociologia? Para que biologia ou psicologia? Para que astronomia ou química? Para que pintura, literatura, música ou dança? Mas todo mundo acha muito natural perguntar: para que Filosofia?

“(...) Qual seria, então, a utilidade da Filosofia? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecido for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil, se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade e os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes”

Marilena Chaui

Por que ler Borges?

Por que ler Borges é uma questão que não tem a sua melhor resposta na vida do escritor argentino – que não viveu exatamente uma existência cheia de acontecimentos (ainda que tenha sido repleta de situações particulares). Porque a passou, de fato, em meio à escuridão da cegueira e ao silêncio das bibliotecas, daí a exuberância, não compensatória, mas proporcional (mesmo se inversamente), de sua obra.

Dizer que ela é labiríntica é repetir im clichê. Talvez valha a pena, então, ressaltar outros de seus múltiplos aspectos: a clareza da construção das frases, a brevidade, o humor, à mistura da erudição e fantasia, de poesia antiga e literatura policial. Porque ler Borges, afinal, é sempre ler, mesmo quando se relê: Borges é tão plural em sua obra quanto foi singular em sua vida.

Por tudo isso, este livro é uma pequena grande síntese de um dos nomes mais fundamentais da literatura mundial. Mesmo porque, nada é mais Borgeano do que cada nova geração de leitores empreender sua própria leitura do grande escritor – ou viver o prazer de revisitá-lo, como a um velho amigo.


Ana Cecília Olmos

O Aleph

- a inspiração -

“[...] vi a circulação de meu sangue escuro, vi a engrenagem do amor e a transformação da morte, vi o Aleph, de todos os pontos, vi no Aleph a Terra, e na Terra outra vez o Aleph e no Aleph a Terra, vi meu rosto e minhas vísceras, vi teu rosto, e senti vertigem e chorei, porque meus olhos tinham visto aquele objeto secreto e conjectural cujo nome os homens usurpam mas que nenhum homem contemplou: o inconcebível universo”

Jorge Luís Borges
Tradução: Davi Aurrigucci Jr.