Este é um espaço de compartilhamento de idéias e textos do processo de pesquisa em andamento por Fernando Machado e a StacaTToSPciaDança. O projeto é apoiado pela Secretaria Municipal de Cultura da cidade de SP, por meio do programa de Fomento á Dança 6ª Edição.



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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O que está por vir?


O Que virá agora, depois dessa fermentação do mágico fantástico nas ultimas décadas?

Nessa era nova os indivíduos trazem aberturas de comunicação ainda indecifradas, apropriadas a apreender o supostamente inapreensível.

Aumentam as exigências e já não se sabe se o novo homem é assaz reducionista ou um inteligente fechado em ultra-sínteses.

A sementeira das lendas tanto se prolonga que tantas estórias já se provam história. A fé, por exemplo, para um número cada vez maior de buscadores, agora é o que importa para se considerar tais e quais coisas na conta de verdadeiras.


O chamado mágico e o irreal explicam melhor a realidade, entendido que os mundos internos não podem ser explicados pela lógica. Então, novos meios são hoje desenvolvidos para explicar a vida secreta das coisas. E vivas para o sexto sentido e para todos os sentidos até então trazidos em oculto, mas que se põem a brilhar nesta atualidade!

Frases de José Couto Vieira Pontes

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Frases que me encantam

- palavra do diretor -



“O Aleph” (um ponto de convergência no universo).

Como diria Borges: “O Aleph é um dos pontos de espaço que contêm todos os pontos(...)o lugar onde estão , sem se confundirem, todos os lugares do mundo vistos de todos os ângulos(...) um copinho de falso conhaque e mergulharás no porão(...) em poucos minutos vês o Aleph. O microcosmo dos alquimistas e cabalistas (...) milhões de atos agradáveis ou atrozes...”.



...a memória é uma forma de esquecimento...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O que é necessário


“Tudo o que é necessário é a impecabilidade, energia, e isto se inicia com um ato singular, que deve ser deliberado, preciso e constante. Se este ato é repetido por tempo suficiente, a pessoa adquire um sentido de intenção inflexível que pode ser aplicado a qualquer outra coisa. Se isso é realizado, o caminho está aberto. Uma coisa leva a outra até que o Guerreiro descubra seu potencial completo.

A chave para todos esses mistérios de impecabilidade é o sentido de não ter tempo. Via de regra, quando você age como um ser imortal que tem todo o tempo do mundo, você não é impecável. Você deveria virar-se, olhar em volta e aí compreender que sua impressão de ter tempo é uma idiotice. Não há sobreviventes nesse mundo. Você deve agir sem acreditar, sem esperar recompensas, agir só por agir.”



Juan Matus para Carlos Castañeda

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Os dois Reis e os Dois Labirintos


Contam os homens dignos de fé (porém Alá sabe mais) que nos primeiros dias houve um rei das ilhas da Babilônia que reuniu arquitetos e magos e ordenou-lhes a construção de labirinto tão surpreendente e sutil que os varões mais prudentes não se aventuravam a entrar, e os que entravam se perdiam. Essa obra era um escândalo, pois a confusão e a maravilha são operações próprias de Deus e não dos homens. Com o correr do tempo, veio a sua corte um rei dos árabes, e o rei da Babilônia (para zombar da simplicidade de seu hóspede) fez com que ele penetrasse no labirinto, onde vagueou humilhado e confuso até o fim da tarde. Implorou então o socorro divino e deu com a porta. Seus lábios não proferiram queixa nenhuma, mas disse ao rei da Babilônia que ele tinha na Arábia outro labirinto e, se Deus quisesse, lho daria a conhecer algum dia. Depois regressou à Arábia, juntou seus capitães e alcaides e arrasou os reinos da Babilônia com tão venturosa sorte que derrubou seus castelos, dizimou sua gente e fez prisioneiro o próprio rei. Amarrou-o sobre um camelo veloz e levou-o para o deserto. Cavalgaram três dias, e lhe disse: "Oh, rei do tempo e substância e símbolo do século, na Babilônia, quiseste que me perdesse num labirinto de bronze com muitas escadas, portas e muros; agora o Poderoso achou por bem que eu te mostre o meu, onde não há escadas a subir, nem portas a forçar, nem cansativas galerias a percorrer, nem muros que te vedem os passos".

Em seguida, desatou-lhes as amarras e o abandonou no meio do deserto, onde morreu de fome e de sede. A glória esteja com Aquele que não morre.

Jorge Luis Borges
O ALEPH – 1949
El Aleph
Tradução de Flávio José Cardozo
Revisão de tradução: Maria Carolina de Araújo
A Leonor Acevedo de Borges

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Onde tudo começou

- Viviane Mosé -
Assisti a palestra da Viviane Mosé e fiquei inteiramente absorbido nas ideáis e textos oferecidos, um deles , Luis Borges.
Dai, tudo foi ficando cheio de novas possibilidades e caminhos ainda pouco percorridos. Um ocenao inteiro para nadar...Dançar partiu deste rio pequeno e cheio de pedras e cachoeiras e , eu num barquinho de madeira com apenas um colete salva-vidas e um remo.
E sobretudo sem saber para onde estou indo , apenas indo...e apreciando a paisagem à margem de algo desconhecido e curioso.

"... naquele império, a Arte da Cartografia atingiu uma tal perfeição que o Mapa duma só Província ocupava toda uma Cidade, e o Mapa do Império, toda uma Província. Com o tempo, esses Mapas Desmedidos não satisfizeram e os Colégios de Cartógrafos levantaram um Mapa do Império que tinha o Tamanho do Império e coincidia ponto por ponto com ele.

Menos Apegados ao Estudo da Cartografia, as Gerações Seguintes entenderam que esse extenso mapa era inútil e não sem Impiedade o entregaram às Inclemências do Sol e dos Invernos. Nos Desertos do Oeste subsistem despedaçadas Ruínas do Mapa, habitadas por Animais e por Mendigos. Em todo o País não resta outra relíquia das Disciplinas Geográficas...Jorge Luís Borges. Do rigor na ciência - História universal da infâmia..."