Este é um espaço de compartilhamento de idéias e textos do processo de pesquisa em andamento por Fernando Machado e a StacaTToSPciaDança. O projeto é apoiado pela Secretaria Municipal de Cultura da cidade de SP, por meio do programa de Fomento á Dança 6ª Edição.



terça-feira, 29 de setembro de 2009

StacattoSPciaDança convida


O primeiro sarau, Idéias & Movimentos, que acontece em 3 de outubro de 2009, na Galeria Olido, terá o formato de debate, no qual os participantes deverão se enxergar como personagens do grande labirinto, citado na obra escolhida pela StacattoSP.

Os demais encontros terão formatos diferenciados, como instalação multimídia em uma galeria de arte da capital e apresentações práticas.


1º Sarau Idéias&movimentos
3 de outubro de 2009, sábado, às 17h, na Galeria Olido

“um oceano inteiro para nadar...dançar”
Temática a ser abordada:

· As possibilidades do pensar e a Filosofia;
· A Filosofia no Ocidente;
· Jorge Luis Borges.

Galeria Olido
03 de outubro de 2009, sábado, às 17h, Sala Azul, Lotação: 50 lugares, Duração: 60 minutos
Av. São João, 473 – Centro – SP
Entrada Franca – Fone: 11 3331 8399


O grupo realizará uma série de cinco saraus, bimestrais, durante o tempo de pesquisa proposto pelo projeto, que é de 10 meses. O projeto de Fernando Machado tem como base a obra de Jorge Luis Borges, neste primeiro sarau representado por “O Aleph”, e tem como propósito debater os aspectos filosóficos da mesma com o público interessado que poderá, então, ajudar a compor o resultado final do projeto em maio de 2010.

Os encontros serão mediados pelo Professor de Filosofia Rodrigo Vilalba, que vem acompanhando os ensaios da StacattoSP semanalmente, introduzindo o elenco a esse universo de uma forma prática, por meio de aulas, nas quais eles discorrem a respeito da obra de Borges e fundamentos básicos da disciplina.


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O que está por vir?


O Que virá agora, depois dessa fermentação do mágico fantástico nas ultimas décadas?

Nessa era nova os indivíduos trazem aberturas de comunicação ainda indecifradas, apropriadas a apreender o supostamente inapreensível.

Aumentam as exigências e já não se sabe se o novo homem é assaz reducionista ou um inteligente fechado em ultra-sínteses.

A sementeira das lendas tanto se prolonga que tantas estórias já se provam história. A fé, por exemplo, para um número cada vez maior de buscadores, agora é o que importa para se considerar tais e quais coisas na conta de verdadeiras.


O chamado mágico e o irreal explicam melhor a realidade, entendido que os mundos internos não podem ser explicados pela lógica. Então, novos meios são hoje desenvolvidos para explicar a vida secreta das coisas. E vivas para o sexto sentido e para todos os sentidos até então trazidos em oculto, mas que se põem a brilhar nesta atualidade!

Frases de José Couto Vieira Pontes

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Frases que me encantam

- palavra do diretor -



“O Aleph” (um ponto de convergência no universo).

Como diria Borges: “O Aleph é um dos pontos de espaço que contêm todos os pontos(...)o lugar onde estão , sem se confundirem, todos os lugares do mundo vistos de todos os ângulos(...) um copinho de falso conhaque e mergulharás no porão(...) em poucos minutos vês o Aleph. O microcosmo dos alquimistas e cabalistas (...) milhões de atos agradáveis ou atrozes...”.



...a memória é uma forma de esquecimento...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O que é necessário


“Tudo o que é necessário é a impecabilidade, energia, e isto se inicia com um ato singular, que deve ser deliberado, preciso e constante. Se este ato é repetido por tempo suficiente, a pessoa adquire um sentido de intenção inflexível que pode ser aplicado a qualquer outra coisa. Se isso é realizado, o caminho está aberto. Uma coisa leva a outra até que o Guerreiro descubra seu potencial completo.

A chave para todos esses mistérios de impecabilidade é o sentido de não ter tempo. Via de regra, quando você age como um ser imortal que tem todo o tempo do mundo, você não é impecável. Você deveria virar-se, olhar em volta e aí compreender que sua impressão de ter tempo é uma idiotice. Não há sobreviventes nesse mundo. Você deve agir sem acreditar, sem esperar recompensas, agir só por agir.”



Juan Matus para Carlos Castañeda

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Os dois Reis e os Dois Labirintos


Contam os homens dignos de fé (porém Alá sabe mais) que nos primeiros dias houve um rei das ilhas da Babilônia que reuniu arquitetos e magos e ordenou-lhes a construção de labirinto tão surpreendente e sutil que os varões mais prudentes não se aventuravam a entrar, e os que entravam se perdiam. Essa obra era um escândalo, pois a confusão e a maravilha são operações próprias de Deus e não dos homens. Com o correr do tempo, veio a sua corte um rei dos árabes, e o rei da Babilônia (para zombar da simplicidade de seu hóspede) fez com que ele penetrasse no labirinto, onde vagueou humilhado e confuso até o fim da tarde. Implorou então o socorro divino e deu com a porta. Seus lábios não proferiram queixa nenhuma, mas disse ao rei da Babilônia que ele tinha na Arábia outro labirinto e, se Deus quisesse, lho daria a conhecer algum dia. Depois regressou à Arábia, juntou seus capitães e alcaides e arrasou os reinos da Babilônia com tão venturosa sorte que derrubou seus castelos, dizimou sua gente e fez prisioneiro o próprio rei. Amarrou-o sobre um camelo veloz e levou-o para o deserto. Cavalgaram três dias, e lhe disse: "Oh, rei do tempo e substância e símbolo do século, na Babilônia, quiseste que me perdesse num labirinto de bronze com muitas escadas, portas e muros; agora o Poderoso achou por bem que eu te mostre o meu, onde não há escadas a subir, nem portas a forçar, nem cansativas galerias a percorrer, nem muros que te vedem os passos".

Em seguida, desatou-lhes as amarras e o abandonou no meio do deserto, onde morreu de fome e de sede. A glória esteja com Aquele que não morre.

Jorge Luis Borges
O ALEPH – 1949
El Aleph
Tradução de Flávio José Cardozo
Revisão de tradução: Maria Carolina de Araújo
A Leonor Acevedo de Borges

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Onde tudo começou

- Viviane Mosé -
Assisti a palestra da Viviane Mosé e fiquei inteiramente absorbido nas ideáis e textos oferecidos, um deles , Luis Borges.
Dai, tudo foi ficando cheio de novas possibilidades e caminhos ainda pouco percorridos. Um ocenao inteiro para nadar...Dançar partiu deste rio pequeno e cheio de pedras e cachoeiras e , eu num barquinho de madeira com apenas um colete salva-vidas e um remo.
E sobretudo sem saber para onde estou indo , apenas indo...e apreciando a paisagem à margem de algo desconhecido e curioso.

"... naquele império, a Arte da Cartografia atingiu uma tal perfeição que o Mapa duma só Província ocupava toda uma Cidade, e o Mapa do Império, toda uma Província. Com o tempo, esses Mapas Desmedidos não satisfizeram e os Colégios de Cartógrafos levantaram um Mapa do Império que tinha o Tamanho do Império e coincidia ponto por ponto com ele.

Menos Apegados ao Estudo da Cartografia, as Gerações Seguintes entenderam que esse extenso mapa era inútil e não sem Impiedade o entregaram às Inclemências do Sol e dos Invernos. Nos Desertos do Oeste subsistem despedaçadas Ruínas do Mapa, habitadas por Animais e por Mendigos. Em todo o País não resta outra relíquia das Disciplinas Geográficas...Jorge Luís Borges. Do rigor na ciência - História universal da infâmia..."

domingo, 2 de agosto de 2009

Início



Este será um espaço de troca de informações sobre as idéias e pensamentos que irão permear as ações e pesquisas neste novo caminho com a .StacattoSpciaDança.